Por Patrícia Leite
Cresci ouvindo dizer que mulher quando se apaixona fica burra.
Por definição, burra, estúpida seria qualquer pessoa desprovida de inteligência.
Então, sendo assim, o homem quando ama é também um néscio?
Seria então uma mulher apaixonada uma mulher com o cérebro sequestrado? O homem perdido de paixão seria então um tolo, um parvo?
Não consigo alcançar um sentimento com raízes no amor como algo que tenha o poder de fazer a inteligência escorrer como uma espécie de suor, transpiração ou lágrima.
Antes, porém, me lanço a dizer que todo aquele que ama ou se entende apaixonado é um gênio. Um ser capaz de sentir com precisão – Pois que amar é uma necessidade imediata, uma urgência –, mas nunca será exatidão, nem terá rigor, nem funcionará sem falhas.
Também ouvi dizer que amor de verdade não dói, não faz doer. Mas como abrir o coração, rasgar-se e se deixar explorar sem algum efeito, sem dor. É possível amar sem medo? E não seria o tal ciúme o medo de perder?
Amar sem dor... isso sim é impropério, ultraje, insulto! Todo aquele que ama tende ao medo de perder o ser amado. Então, amar é também dor. Mais que isso. Tem dor de amor que dói tanto que há quem comece a usar o verbo amar no passado.
Será que o amor é infinito somente enquanto dura nossa resistência a dor?? Ou será que o amor é como água corrente... É sentimento em movimento, é um sentimento que corre. É um pulso.
Sim, o amor é fluxo. Não pode e não deve ser represado. O amor é fluído. E quando deixa de fluir é medo... É dor... E quando a dor é maior que a alegria que o amor traz é preciso deixá-lo ir...
Por quê? Porque o amor é um impulso, é propulsão, é apetite, é combustão...Um movimento contínuo de energia que corre, que segue o seu curso. Amor é correnteza! É tudo menos razão.
Patrícia Leite
Coordenadora Outro Olhar
Jornalismo participativo
TV Brasil/EBC
(61)3799.5310
(61) 9606.3002
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